“Ecovilas são comunidades rurais ou urbanas formadas por pessoas que vivem em harmonia com a natureza e lutam por um estilo de vida sustentável.”

Tem dois componentes na definição: os espaços e as pessoas. E dois complicadores adicionais: promover a harmonia e fazer com que as pessoas busquem um estilo de vida sustentável, em conjunto. Os espaços tem sua própria complexidade, geralmente fundamentada em como financiar o processo e nos métodos para torná-los sustentáveis. Mas é na construção de comunidades – com a promoção da harmonia e na busca de consensos - que está o X da questão.

É bem difícil juntar as pessoas atualmente, já que o mundo competitivo nos ensinou que cada um tem que vencer por si mesmo. Sem contar o egocentrismo, ensinado às crianças desde cedo e fomentado pela mídia.

São aparentados com as eco vilas nas áreas urbanas, o coliving, que têm um foco maior nas relações de viver junto – integrados às cidades. Tipo uma república de estudantes. Nos co-workings,  trabalhar junto, ganha maior peso.  Nas comunidades rurais,  os aspectos ecológicos com a produção de alimentos – ganham maior dimensão.  

Todas estas modalidades de ações de grupos são comportamentos emergentes, cada vez mais populares no mundo todo. No Brasil eles apenas estão começando e derivam de movimentos surgidos diante a insatisfação com os rumos da vida na nossa sociedade, sentido no nosso dia a dia, por conta de nosso modelo de civilização. São, em maior ou menor grau, movimentos de resistência às pressões do sistema. E, ainda que incipientes, são uma aposta de reação diante das dificuldades que as transformações tecnológicas, leia-se também sociais e culturais, vão nos oferecer nos próximos anos.